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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Você sabia eleitores do PT.



A Petrobras, quem diria, outrora o orgulho de todos os brasileiros, acabou por se converter nisso que está aí: uma massa disforme, um resto da  carniça que por muitos anos serviu de repasto à verdadeira manada de hienas colocada em posição de mando na empresa pelo Partido dos Trabalhadores.
Hoje, resultado da roubalheira institucionada e de desmandos variados, a Petrobras virou uma mera sombra de si mesma. Diante  da quebra de confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros,  por conta do tamanho do roubo perpetrado, a estatal torna-se trôpega por conta do aumento do valor do dólar, moeda na qual está atrelada mais de 80% de sua dívida de cerca de 350 bilhões de reais.
Nos anos da tapeação em que se usou a mística do pré-sal e da autossuficiência (jamais alcançada na verdade) para fazer a empresa crescer,  a Petrobras se endividou até o pescoço. De lá para cá  tudo tem sido um despencar morro abaixo: a Petrobras, que há vinte anos atrás chegou a valer no mercado mais de quatro vezes o seu patrimônio líquido, hoje vale apenas um terço de dele, uma situação que prenuncia o desastre.
No turbilhão de falcatruas e ladroagens que a cada dia vão surgindo nas investigações da destruição da Petrobras por uma quadrilha de gangsters – colocada em postos-chaves da empresa por gente graúda do PT -,  as atenções dos investigadores do Ministério Público volta a se focar no pungente odor de latrina a  emanar das atividades passadas da Gerência de Novos Negócios,   a mesma que a partir de 2010 capitaneou o projeto da maior liquidação de ativos da estatal, em toda sua história.
Sem recursos em caixa (pela soma dos efeitos da corrupção deslavada, políticas incompetentes e mal gerenciamento), a Petrobras resolveu se desfazer  do  patrimônio que ao longo de muitas décadas, e com muito sacrifício, conseguira  construir fora do Brasil. Tudo entrou na festa do eufemisticamente chamado “plano de desinvestimento”: poços de petróleo, postos de combustível, refinarias, equipamentos e participações em empresas.
A imprensa já vinha há tempos levantando indícios de grossa trapalhada no processo do feirão. Uma decisão que  à época causou grande polêmica dentro e fora da empresa, foi a de vender metade da Petrobras Argentina à empresa Indala. A operação levantou suspeitas por três razões: o valor e a ocasião da venda, a identidade do novo sócio e, sobretudo, o modo um tanto estranho de como ele surgiu no esquema.
E na Nigéria, onde a Petrobrás possuia três poços (Agbami, Akpo e Engina) com uma reserva de 150 milhões de barris de petróleo? Denúncia já feita à Polícia Federal assinala que em poucos meses a estatal vendeu metade dos negócios que tinha na África, que valeriam 3,5 bilhões de dólares, por apenas 1,5 bilhão. A  operação foi realizada com o Banco BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro muitíssimo ligado ao ex-presidente Lula.


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