Natal há muito tempo
perdeu o veio do seu real significado.
Hoje o que vemos é um exagero no
consumo, e o momento que deveria ser dedicado à reflexão e à união familiar é
transformado em mera troca de presentes.
Fica muito difícil para os pais não caírem na
armadilha, já que as crianças são empurradas a desejar os bons e grandes
presentes no Natal. Sem contar aqueles incontáveis presentes de parentes e
amigos que nem sempre são algo de que precisamos ou de nosso gosto. E, no caso
das crianças, uma sucessão de brinquedos que eles simplesmente não dão conta de
usar. Também pelo excesso, acabam não valorizando nenhum.
Deixamos então aqui uma sugestão que tem dado
certo em nossa casa: fazemos uma “vaquinha” na família para a compra de um bom
presente que será “o” presente do Papai Noel. Ano retrasado foi uma bicicleta,
ano passado, um videogame, e eles nem perguntam por mais presentes. É muito
mais bacana do que ver aquele monte de presentes que as crianças nem curtem e
que na vida cotidiana só ocupam espaço e acumulam poeira.
Quando temos que dar presentes para familiares e
amigos, sempre escolhemos artigos educativos reciclados que sempre surpreendem,
inspiram e dão bom exemplo. Na escola, caso as crianças participem de alguma
atividade relacionada à troca de presentes, sempre devemos pensar coletivamente
e não enviar presentes caros que incentivem o consumismo. Livros bacanas e
quebra-cabeças são ótimas oções. A escola é um ambiente educacional de suma
importância. Os bons exemplos ali são fundamentais. Por isso, escolha sempre
presentes de um valor médio, sem ostentação.
Fazer diferente é possível e fundamental para um
futuro melhor.
(Ana Cláudia Bessa)

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