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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Você sabia?

Desespero ou estratégia


Joseph Blatter tentou ao máximo: no auge da crise, insistiu em ser reeleito presidente da Fifa. Seu adversário político (e amigo pessoal) Michel Platini pediu-lhe que renunciasse. Rejeitou o pedido. E, de repente, cinco dias depois de ser reeleito, anunciou que convocará novas eleições e renunciará assim que houver novo presidente. 

Pode ser estratégia: submergir e esperar a crise passar (talvez tenha até feito algum acordo com quem investiga o caso das propinas). Perde um cargo de altíssimo prestígio, de altíssimos rendimentos, de altíssimo poder, mas mantém a liberdade e, com quase 80 anos, aposenta-se. Pode ser desespero: acreditar que, longe do poder, será poupado do facão que atingiu tantos de seus aliados - inclusive o principal, Jerôme Valcke. Curiosamente, foi logo após as acusações contra Valcke, no The New York Times, que Blatter desistiu de ficar.

Por que desistiu é ainda um mistério. Mas uma coisa é clara: depois de 17 anos no poder supremo da Fifa, se Blatter resolver falar nada irá restar intacto.

Uzianque e a zelite

Os aliados de Blatter e alguns intelectuais de esquerda explicam a crise do mesmo jeito: os Estados Unidos resolveram vingar-se por não ter sido escolhidos como sede da Copa. Até pode ser. 

Mas a pergunta correta é outra: os fatos denunciados aconteceram? As pessoas pagaram e receberam propina? Se os fatos são reais, se houve pagamento e recebimento de propina, de que se queixam?

O mundo gira

Este colunista é gordo, e gordos não esquecem. Nos arquivos, sabe quem falava bem de José Maria Marin? Romário, claro; e o Ministério Público paulista. E Bebeto, que fazia dupla de ataque com Romário na Seleção campeã de 1994.


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