E DIZER QUE 20 MIL BRASILEIROS
TRABALHARAM DE GRAÇA PARA A FIFA…
Jorge Béja
Dói e dói muito, saber que perto de
20 mil brasileiros prestaram trabalho voluntário para a Fifa, na Copa do Mundo
de 2014. Nada receberam. Nada ganharam. Mão-de-obra fácil de ser atraída.
Trabalharam para uma entidade que se descobriu corrupta, indigna e que ganhou a
maior fortuna de todas as copas. Entidade que aqui estiveram seus dirigentes
máximos e que sugou o trabalho físico e intelectual de uma multidão de brasileiros
inocentes, além de nos ofender a todos, quando o Jerôme Walker disse que era
preciso dar um chute do traseiro do Brasil.
Isso, e muito mais, foi objeto de dois artigos que a Tribuna da
Internet publicou em junho do ano passado:
“Nem
Deus perdoa a exploração de milhares de voluntários a serviço da Fifa e suas
subsidiárias” e “Legado da Copa, Legado da Olimpíada: tapeação do povo”.
Apenas a Tribuna da Internet publicou os alertas contra a exploração. Ninguém
mais publicou ou noticiou a respeito.
Também naquela ocasião (junho de
2014), a TI já se posicionava contra a perda da soberania do Brasil para a
Fifa. A Lei Geral da Copa (LGC) criou um estado de exceção nas capitais que
sediaram o evento, mudou o Estatuto do Idoso, o Estatuto do Torcedor e muitas outras
leis.
É PRECISO INVESTIGAR
Dizem que na escolha do Brasil para
sediar a Copa de 2014 não houve propina, corrupção e suborno. Sei não. É
preciso investigar. Porque foi escandalosamente vergonhosa e subalterna a LGC
que a Fifa impôs ao Brasil. Num dos debates no Supremo, durante a apreciação da
constitucionalidade da lei, o ministro Joaquim Barbosa chegou a perguntar a
seus pares: “Os senhores sabem o que é o Alzirão?”. A pergunta referia-se à
tradicional festa de torcedores na Rua Alzira Brandão, esquina de Rua Conde de
Bonfim, na Tijuca, festa pública e que a Fifa queria proibir ou cobrar para que
fosse realizada!!!
REFÉNS DA FIFA
Todos, antes, durante e depois da
Copa de 2014, ficamos reféns da Fifa, que teve figuras ligados a ela presos no
Hotel Copacabana Palace, depois soltos e deixaram o país. E também não seria a
hora de investigar o que está acontecendo com o dinheiro público na preparação
dos Jogos Olímpicos. A gastança é enorme. E não haverá legado algum, como
registrado e explicado num dos artigos referidos.
As construções estão sendo feitas
com dinheiros públicos. Quando os jogos terminarem, as edificações e
construções nunca serão legados, isto porque, ninguém é legatário de um bem que
a própria pessoa construiu. De um bem que à própria pessoa pertence, ou seja, a
coletividade. Apenas uma pergunta, nada mais do que uma pergunta ,que neste
mundo sujo se justifica. Se vê agora que a Fifa é corrupta. Se nunca foi,
passou a ser. E o COI (Comitê Olímpico Internacional)?


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