Bem-vindo ao BLOG DO LUCAFE

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Histórias de Motociclistas

 


                                                              Correndo dos Guardas

         Olá turma do Jacaré motos. Tenho uma história engraçada, hoje né, porque no dia, haja coração.

                          Eu tinha 16 anos e meu vizinho tinha uma RD 180, ô motinha que andava, e como de costume nós saíamos nos finais de semana, para tirar a poeira de cima da cuca.  Infelizmente não tínhamos responsabilidade, e a maioria das vezes não usávamos capacetes.

                           Um belo domingo a tarde, eu pego a RDzinha e vou dar um rolé na Mexiana ( a que saudade!), hoje Av. Clara Nunes, a galera do cachoeirinha, do Colégio EMPEP, Santo Afonso é que o diga, mas enfim, fui até o Faro Fino para comer um sanduba, e azarar as menininhas.

                        Quando entrei na Mexiana, tinha uns guardas de CG na esquina com a Av. Bernardo Vasconcelos, e como eu estava sem capacete foi batata, já fui virando e "rachando o fora", dei um perdido nos guardinhas, a CG não dava nem pro começo com 180, cheguei na rua Itapetinga, e nem cheiro deles. Dei mais uma voltinha, troquei uma idéia com uns amigos que ficam ali no alto da rua Tenente Helim (Abraços aos Chamones) e fui para casa.

 

                        Chegando em casa, fiz a curva rastando a pedaleira no chão, e para minha surpresa, os guardinhas, na minha porta, me esperando chegar. Não deu tempo nem de raciocinar. Um sargento já me mandou descer da moto, apontando um revolver para mim, (esse sargento era o que me conhecia e sabia onde eu morava, mas eu não o conhecia, nem de vista, mas ele morava no bairro) e o outro policial já pegou a chave da moto, e foi uma novela de mais ou menos quatro horas.

                          Todo dia temos um "anjo da guarda", e o meu naquele dia foi um vizinho, gente boa, que tá me devendo um cofre até hoje, o Cebola, motoqueiro velho, cara experiente na lida com os guardas. Ele disse que eu tinha vacilado, mas que eu morava ali mesmo, que não era um mal elemento, "um rapaz de família". Juntou um povão para ver o que havia de acontecer, e quando os guardas deu um sinal de alívio, outros vizinhos começaram a intervir a meu favor também, não sabia que era bem quisto, e com muito custo eles me liberaram, e liberaram a moto sob a responsabilidade do Cebolinha.

                           Hoje após 14 anos do acontecido, ainda ando de moto, tenho uma XR 200, a + nova de BH, e tenho 10 anos de habilitação. Graças a Deus que a legislação de trânsito da época era mais flexível.

                            Hoje deixo um abraço pro Cebola, e aconselho a todos, andem certo, pois nada melhor que não dever nada a ninguém, principalmente aos policiais.

 

  Pascoal Anselmo Santiago Patão - Belo Horizonte/MG

Nenhum comentário: