Correndo dos Guardas
Olá turma do Jacaré motos. Tenho uma história engraçada, hoje né, porque no dia, haja coração.
Eu tinha 16 anos e meu vizinho tinha uma
RD 180, ô motinha que andava, e como de costume nós saíamos nos finais de
semana, para tirar a poeira de cima da cuca. Infelizmente não
tínhamos responsabilidade, e a maioria das vezes não usávamos capacetes.
Um
belo domingo a tarde, eu pego a RDzinha e vou dar um rolé na Mexiana ( a que
saudade!), hoje Av. Clara Nunes, a galera do cachoeirinha, do Colégio EMPEP,
Santo Afonso é que o diga, mas enfim, fui até o Faro Fino para comer um
sanduba, e azarar as menininhas.
Quando entrei na Mexiana, tinha uns guardas
de CG na esquina com a Av. Bernardo Vasconcelos, e como eu estava sem
capacete foi batata, já fui virando e "rachando o fora", dei um
perdido nos guardinhas, a CG não dava nem pro começo com 180, cheguei na rua
Itapetinga, e nem cheiro deles. Dei mais uma voltinha, troquei uma idéia com
uns amigos que ficam ali no alto da rua Tenente Helim (Abraços aos Chamones) e
fui para casa.
Chegando em casa, fiz a curva rastando a
pedaleira no chão, e para minha surpresa, os guardinhas, na minha porta, me
esperando chegar. Não deu tempo nem de raciocinar. Um sargento já me mandou
descer da moto, apontando um revolver para mim, (esse sargento era o que me
conhecia e sabia onde eu morava, mas eu não o conhecia, nem de vista, mas ele
morava no bairro) e o outro policial já pegou a chave da moto, e foi uma novela
de mais ou menos quatro horas.
Todo dia temos um "anjo da
guarda", e o meu naquele dia foi um vizinho, gente boa, que tá me
devendo um cofre até hoje, o Cebola, motoqueiro velho, cara experiente na lida
com os guardas. Ele disse que eu tinha vacilado, mas que eu morava ali mesmo,
que não era um mal elemento, "um rapaz de família". Juntou um povão
para ver o que havia de acontecer, e quando os guardas deu um sinal de alívio,
outros vizinhos começaram a intervir a meu favor também, não sabia que era bem
quisto, e com muito custo eles me liberaram, e liberaram a moto sob a
responsabilidade do Cebolinha.
Hoje após 14 anos do acontecido, ainda
ando de moto, tenho uma XR 200, a + nova de BH, e tenho 10 anos de habilitação.
Graças a Deus que a legislação de trânsito da época era mais flexível.
Hoje deixo um abraço pro Cebola, e aconselho a todos, andem certo, pois nada
melhor que não dever nada a ninguém, principalmente aos policiais.
Pascoal Anselmo Santiago
Patão - Belo Horizonte/MG

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